Após a triste notícia do termino da parceria entre a Marvel Entertainment e a Capcom em 2013, nós fãs de jogos de luta ficamos abalados pois ali finalizava – ou não – uma franquia excelente que proporcionou aos jogadores grandes aventuras e competições entre amigos nos anos 90. Felizmente, esses mesmos fãs foram ouvidos e sua vontade era grande o suficiente para reerguer uma parceria que até então considerávamos distante, mas aconteceu e ganhamos de presente o lançamento do incrível Marvel vs Capcom: Infinite. O retorno das lutas 2×2 é marcado com novas mecânicas de combate, algumas delas que mudam completamente a sistemática de como MvC é jogado mas não afetando aquele clima que só Marvel vs Capcom pode nos trazer.

Antes de começar a joga-lo, uma das criticas que já tinha visto sobre o Marvel vs Capcom Infinite foi do tamanho de sua lista de personagens que – inicialmente – conta com 30 personagens jogáveis. Mesmo assim não encarei como um problema pois atualmente com a chegada da cultura das DLCs, provavelmente teríamos muitas adições como aconteceu recentemente com SigmaBlack Panther e Monster Hunter.  E eu não estava errado, pois logo após a chegada dos personagens citados foram anunciados que em breve teremos a chegada de Winter SoldierBlack Widow e Venom. Com certeza a lista não vai parar por ai. Ainda falando sobre a lista de personagens base, temos algumas novidade quanto aos jogos anteriores, como; Capitã Marvel, Gamora, Jedah Dohma de Darkstalkers e Thanos o problema é que o restante dos lutadores que já havíamos visto em Ultimate Marvel vs Capcom 3 são claramente trazidos do jogo anterior e mesmo aprimorados com o novo estilo visual, é difícil não ver a encarnação do UMvC3. Felizmente jogando com esses mesmos personagens, percebemos que a jogabilidade e movimentos não seguem os mesmos caminhos, ganhando muitas novidades em quase todos os personagens – ponto positivo!

Algo que ainda sentimos é a ausência dos tão amados X-Men, como Wolverine – que logo depois do lançamento ganhou um substituto, o Black Panther (Pantera Negra) que possui movimentos que lembram o lutador mutante – mas não podemos culpar o jogo ou seus desenvolvedores pela ausência da equipe mutante, pois trata-se de questões jurídicas; como todos sabem a Marvel Entertainment não possui mais os direitos sobre alguns dos seus personagens para produções audiovisuais e comerciais. Somente para os quadrinhos.

Não importa quais os personagens eu escolher, é a terceira escolha que completará e contará mais na minha estratégia: O Infinity Stone (ou Jóia do Infinito). As Joias do Infinito são selecionadas antes de iniciar a luta, após a escolha dos personagens em seu time. Elas não podem ser trocadas no meio do combate nas modalidades padrão. Para ativá-las no ataque normal, “Ondas do Infinito”, basta pressionar o botão L1 no PS4 ou LB no Xbox One ou PC com controle Windows. A ativação não oferece limites. O usuário pode usar os golpes das Joias do Infinito o quanto quiser, enchendo assim a barra do especial em cada gema. Quando o volume da barra atingir o ponto indicado pela seta laranja, é possível iniciar o ataque poderoso, o especial “Tempestade do Infinito” que também varia de acordo com o efeito da Joia e pode ser ativado quando a barra da pedra chegar na marca apontada. Após isso acontecer, o jogador deve pressionar, ao mesmo tempo, os botões L1 e R1 (ou LB e RB) para realizar o feito.

As Jóias do Infinito são sem dúvidas uma das adições mais diferentes e bem vindas do novo game em relação aos seus anteriores, e nada forçado, pois não foi algo ‘inventado’ somente para o game e é algo que já temos a um bom tempo nos quadrinhos da Marvel e inclusive no próximo ano veremos as mesmas Jóias nos cinemas em “Os Vingadores: Guerra Infinita” o que pode ser um hype legal de se acompanhar intercalando com o jogo. Em MvC Infinite, cada uma das seis jóias também possuem boas diferenças, são elas:

Joia da Realidade (Vermelha): Em seu ataque normal, a Joia da Realidade lança um projétil vermelho na direção do inimigo, seja no ar ou chão. Já o especial permite ao lutador utilizar um ataque elemental aleatório – fogo ou gelo, por exemplo.

Joia do Poder (Roxa): Enquanto o golpe da Joia do Poder arrasta o inimigo pela tela e o joga contra a outra parede, o ataque especial da gema faz com que o lutador fique mais forte e, a cada acerto, lance o oponente para trás.

Joia do Espaço (Azul): A Joia do Espaço tem como ataque padrão o fato de puxar constantemente o inimigo em sua direção. O golpe especial da pedra, por sua vez, possibilita criar uma jaula de energia que prende o oponente por bons segundos.

Joia do Tempo (Verde): A Joia do Tempo proporciona, em seu ataque normal, avançar mais rapidamente pela fase, como se aumentasse o tempo de deslocamento do personagem. Já o especial pode fazer duas coisas: a troca de heróis em maior velocidade ou a ativação combos rápidos com qualquer botão.

Joia da Mente (Amarela): A Joia da Mente permite arremessar e imobilizar temporariamente o adversário. Seu ataque especial faz com que a barra de golpes se encha sozinha por um breve período.

Joia da Alma (Laranja): Perigosa, a Joia da Alma possibilita drenar vida dos oponentes por meio de projéteis. O ataque especial faz com que um parceiro de dupla já derrotado volte à batalha e dê um golpe poderoso em conjunto.

Não podemos falar de mudanças sem citar o “Auto Combo”. O Combo automático me permite executar um combo rápido de 8 hits pressionando um único botão repetidamente, e é facilmente abusado até o ponto de não ser justo. Usando esse método, eu posso encadear uma combinação com facilidade, depois estendê-la, mudando para meu parceiro e usando o Auto Combo novamente. Eu até entendo a necessidade de facilitar alguns comandos e e trazer novos jogadores para este mundo pode ser assim mais fácil, o que pra mim tudo bem e até concordo. Mas se você assim como eu já é um veterano no MvC Universe, isso pode ser um problema. A Saída que eu acho que a desenvolvedora deveria ter investido é na opção de desligar as coisas fáceis, criando assim um modo de jogo para os players mais experientes ou que queiram uma experiencia mais dificil no que diz respeito a criação de combos e luta estratégica. Fica a dica, Capcom!

A falta de uma dublagem em Português impacta nos dias atuais – principalmente aos novos jogadores que o game claramente deseja atrair – porém temos legendas e uma interface completamente localizada para o nosso idioma, mas é sempre bem vindo ver nossos personagens favoritos falando nosso idioma, não é?

Outro ponto negativo para veteranos é a mudança gráfica estonteante. Claro, os gráficos devem ser mudados para se adequar à geração atual, porém, eles deixaram um pouco de lado o estilo “desenhado” que consagrou a franquia e investiu em um total 3D, o que ficou igualmente bonito, mas mexeu um pouco comigo; amante dos jogos passados de MvC.

[review]

Marvel vs Capcom Infinite é impressionante do início ao fim, não mede esforços para ser um game atraente para novos jogadores e saudosista para os veteranos. Embora tenha seu problemas como tudo na vida, os de MvC Infinite podem ser relevantes o suficientes para serem esquecidos após umas duas horas de jogativa, além do mais, nenhuma desses ‘problemas’ é sério o suficiente que não possa ser corrigido futuramente com algum patch.

Criador e Diretor de conteúdo do Site AcessoGEEK, trabalho com Marketing, sou extremamente nerd, viciado em jogos digitais de todos os tipos, épocas e gêneros, seriemaníaco, cinéfilo em nível máximo, admirador da astronomia e suas teorias místicas de viagens no espaço, aliens e planetas habitáveis. Sonho em conhecer a NASA e ficar amigo de um duende que me ensine a fazer mágica.